A prosa espontânea de Kerouac em português
sexta-feira, 27 agosto, 2010
Nesta palestra eu discuto o processo tradutório que adotei na
tradução do romance Visions of Cody/Visões de Cody, de Jack Kerouac.
Obra de forma livre e radical, Visions of Cody oferece inúmeros desafios tradutórios sobre os quais nem sempre é fácil encontrar material de apoio: neologismos, nonsense, transcrições de fala-em-interação, versos, aberrações ortográficas e prosa subversiva.
Para começar, comento o original inglês a partir de textos do próprio Kerouac em que o autor discute o método da prosa espontânea. A seguir, as soluções tradutórias – algumas das quais coincidem com o método usado por Antônio Houaiss na tradução do Ulisses, de James Joyce, e discutido no Panaroma do Finnegans Wake dos irmãos Campos – são apresentadas e discutidas.
O principal objetivo é mostrar, através de exemplos práticos e concretos, como as dificuldades tradutórias foram tratadas no texto final em português.
Uma brevíssima discussão das dificuldades e estratégias tradutórias adotadas nesta tradução pode ser lida nesta entrevista. Se você tem interesse em ler um trecho do livro, clique aqui.
[...] ao reinício das aulas do mestrado, estou retomando as minhas atividade online com a palestra A prosa espontânea de Kerouac em português: o processo tradutório do romance experimental Visões…, a ser apresentada no dia dois de setembro (quinta-feira) das 19 às 21h. Vale a pena ressaltar que [...]
Li recentemente Anjos da Desolação do Kerouac e imagino que deva ter sido um processo extremamente intrincado traduzir essa obra, não?
A tal da prosa espontânea, pelo ritmo e associações mentais livres frequentes deve complicar bastante a tradução. O conhecimento de lingaguem coloquial deve ser algo um tanto necessário também, imagino.
Bom, no final certamente vale a pena, o livro é muito interessante. Fiz uma resenha para o blog do Meia Palavra, caso queira dar uma olhada: http://meiapalavra.mtv.uol.com.br/2010/09/12/anjos-da-desolacao-jack-kerouac/
Lucas, obrigado pela resenha! Aqui no blog, na seção “Diversos” de “Quem diabos sou eu” você encontra um link para um artigo razoavelmente extenso que escrevi para o blog da L&PM, caso lhe interesse.
Um abraço e até a próxima,
Guilherme Braga.
Guilherme, olá. Cheguei a seu blog quando buscava algo sobre “Visões de Cody” e gostei do material que vc disponibiliza e do estilo dele. Fui editor por muitos anos.
Atualmente coordeno uma instituição que, entre outros focos, divulga o trabalho da Naropa University, que, como vc deve saber, tem a Jack Kerouac School of Disembodied Poetics, à qual pessoas como Ginsberg e Burroughs foram ligados.
Caso queira, dê uma olhada no site: http://magazine.dharma.art.br/index/. Aqui há 1 texto de Ginsberg sobre Kerouac, 1 entrevista com Ginsberg, e 1 documentário sobre a Jack Kerouac School. E, por favor, seja condescendente com as traduções! :)
Será ótimo ter contato com pessoas ligadas literariamente aos beats. Um abraço,
Carlos